segunda-feira, 20 de julho de 2009

Geografia do Acre - Apostila PROVÃO

os aspectos geográficos e ecológicos da Amazônia A Amazônia brasileira, com uma área de 260 milhões de hectares, formada pela bacia do rio Amazonas, possui um clima tropical equatorial, com altas precipitações, umidades e temperatura elevada. A Amazônia Brasileira, chamada de Amazônia Legal, é sete vezes maior que a França e é formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e ainda parte do Maranhão, sem falar que a Amazônia ainda está presente na Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Guiana Francesa e Suriname. O solo O solo da Amazônia é bastante úmido, devido aos constantes chuvas na região, e pobre de nutrientes. Sua fertilidade é bastante reduzida, estando situada na camada de cima, numa profundidade 20 a 30 centímetros. Em áreas cobertas pelas florestas o empobrecimento do solo é menor, devido à cobertura das árvores que protegem o solo da erosão causada pelas chuvas, e também devido a decomposição de matéria orgânica. aspectos geográficos e ecológicos do acre Com uma área de 152.589 km2.o Acre, representa 3,16% da Amazônia e 1,79% do território nacional. Está localizado na parte mais ocidental do Brasil, no sudoeste da Amazônia, e faz divisa com os estados do Amazonas e Rondônia. Em nível internacional, o Acre faz fronteira com a Bolívia e Peru. Em relação a Greenwich, o Acre está no 5º fuso horário e no 2º em relação à Brasília (2 horas a menos). Regiões As duas grandes regiões do Acre são: JURUÁ - Banhada pelo rio Juruá - Essa região compreende os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Porto Valter, Marechal Thaumaturgo, Jordão, Feijó e Tarauacá. PURUS - Formada pelos municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus, Bujari, Assis Brasil, Brasiléia, Xapuri , Plácido de Castro, Senador Guiomard, Porto Acre, Acrelândia, Campinas, Capixaba e Epitaciolândia, tendo como principal rio o Purus. Clima O clima do Acre é tropical, caracterizado como quente e úmido, com uma temperatura de 22º a 26º C, com leves mudanças e variações do tempo. Relevo O Acre é formado por uma larga planície com forma plana e moderadamente ondulada, as chamadas depressões. Possui um platô de rochas sedimentares, onde predomina o arenito. Seus terrenos são formados de argila e areia, com afloramento de piçarras. Florestas Predominam na vegetação acreana os seguintes tipos de florestas: FLORESTA LATIFOLIADA PERENE - É densa e sempre verde, as espécies de árvores que formam este tipo são: castanheira, aguano, cedro e seringueira, entre outras. É também conhecida como floresta de terra firme. FLORESTA RIBEIRINHA - Localiza-se às margens dos rios e apresenta menor quantidade de espécies e menor tamanho. Também é conhecida como floresta de várzea CAPOEIRA - Ocorre em áreas que geralmente apresentam um mato ruim e que estão passando por crescimento natural. formação econômica do acre O primeiro surto da borracha A partir da segunda metade do século XIX, os seringais da Amazônia, fornecedores de um líquido branco, denominado látex, começaram a ser explorados no sentido de atender o mercado europeu. Este primeiro surto da borracha se deu por volta de 1870 a 1912, em decorrência do grande avanço da indústria automobilística. A borracha da Amazônia passou a ser comprada pela indústria internacional, no sentido de atender a fabricação dos pneus Dunlop. Durante este primeiro surto, teve início a migração nordestina . O número de nordestinos que vieram para a Amazônia entre 1812 a 1890 foi em torno de 54.000 indivíduos que vieram em virtude da grande seca, mas também influenciados pelo desejo de riquezas. Os cearenses preferiram a região acreana em decorrências das ricas seringueiras, existentes nessa região, que continham um ótimo látex (leite) de boa qualidade e principalmente porque possuía grandes áreas de seringas desocupadas. Os nordestinos, no Acre, sofreram todo tipo de violência para instalarem-se na floresta acreana, enfrentaram a ganância dos seringalistas, além de doenças e animais. Os primeiros seringais amazônicos foram criados às margens do rio Tocantins. A crise do primeiro surto A crise do primeiro surto da borracha, se deu a partir de 1913, quando a indústria estrangeira começou a receber borracha de melhores qualidades, devido à racionalidade de exploração e, acima de tudo, muito mais barata. Isto se deu em decorrência de plantios efetuados por ingleses na Malásia. Esse plantio foi oriundo de mudas que um inglês chamado Henry Wickman, em 1877, levou para a Malásia, de onde foram preparadas mudas e em seguida plantadas em série, uma atrás da outra, que facilitava a obtenção do produto, haja vista, não ser preciso aos trabalhadores, enveredarem por dentro da mata fechada, por quilômetros até chegar a uma seringueira, como acontecia aqui na Amazônia. A Inglaterra, com isso, deu início a um cultivo de seringueira, usando técnicas em seus seringais. A partir daí, a indústria estrangeira começa a receber uma borracha mais barata do que a borracha da Amazônia. Com isso estava definitivamente quebrado o monopólio da borracha da Amazônia. A crise Com a crise da borracha amazônica, o Acre teve suas rendas financeiras diminuídas. Muitos seringais foram abandonados e os seringueiros tiveram a chance de voltar para o nordeste, os que ficaram foram obrigados a trabalhar nos diversos ramos da agricultura. As medidas governamentais não conseguiram evitar a falência de muitos seringalistas. A falência comercial As duas cidades da região norte, que viveram momento de glória com a produção de goma elástica Amazônica, tiveram que enfrentar a cruel falência de seus comerciantes de borracha. As cidades de Belém e Manaus, começaram a sentir os efeitos econômicos, já que os seringalistas já não gastavam mais enormes quantidades de dinheiro nessas duas cidades. O segundo surto da borracha Aprendendo a conviver com a crise da borracha desde 1913, o Acre não esperava ser novamente o grande exportador do produto para as grandes nações como Estados Unidos e Inglaterra. Mas aconteceu o que não era esperado. O Acre tornou-se novamente o grande exportador de látex para estes países, entre os anos de 1942 e 1945, período que aconteceu a chamada batalha da borracha durante a Segunda Guerra Mundial. Foi a época em que se dirigiram para o Acre, milhares de nordestinos, conhecidos hoje, como soldados da borracha. O acontecimento da Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, fez com que o Acre voltasse a ser novamente um grande exportador de borracha, dessa vez para atender os interesses dos americanos, ingleses e franceses na guerra contra os alemães. O Japão que lutava a favor da Alemanha e da Itália, tomou os seringais da Malásia, deixando com isso os ingleses e franceses sem a matéria-prima para a fabricação de armamentos e pneus, com isso os Estados Unidos, criaram programas sobre o produto e compraram a borracha da Amazônia Brasileira. Em 1942, o governo americano, assina acordo com o Brasil, o chamado acordo de Washington, voltados para aquisição da borracha amazônica, visando isso o governo brasileiro cria em 1942 o Banco de crédito da Amazônia, com finalidade de financiar a compra da borracha produzida nos seringais acreanos. O sistema de aviamento A palavra “aviamento” vem de aviar, que significa fornecer mercadoria a alguém a crédito, ou seja, sem dinheiro. Neste sistema, o seringalista, além de produtos alimentares, financiava materiais para trabalho de extrativismo do seringueiro e por sua vez o seringueiro pagava com produção de borracha. O sistema de aviamento funcionava de seguinte maneira. a - O seringueiro produzia a borracha para pagar dívidas junto aos seringalistas para as casas aviadoras de Belém e Manaus, onde parte da produção era somente para pagar as dívidas dos instrumentos e investimentos. b - Em seguida as casas aviadoras vendiam a borracha às casas exportadoras localizadas em Belém e Manaus. c - Por fim, as casas exportadoras vendiam a borracha acreana para as indústrias da Inglaterra e dos Estados Unidos. Em resumo, somente neste último estágio é que o dinheiro aparece na transação comercial. Como era formado o seringal No sistema e aviamento, o seringal era local da produção de borracha, geralmente eram instalados às margens dos rios nos lugares mais altos devido às enchentes. O seringal de propriedade dos seringalistas era formado por barracões, extensas colocações de seringas. Formação social do Acre, durante o primeiro e segundo surto Com a produção da borracha, formou-se no acre, uma sociedade dividida entre ricos e pobres. Nos seringais havia os seringalistas ricos, por serem os possuidores de todos os seringais e os seringueiros pobres e explorados. A cidade de Rio Branco, era habitada por grandes, médios e pequenos funcionários do Acre, além de militares e pequenos comerciantes, sem falar dos trabalhadores que trabalhavam no porto. A expansão da pecuária no Acre Em agosto de 1971, a SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), elabora um plano para o desenvolvimento da região. Seu objetivo era implantar na Amazônia grandes fazendas de gado em favor dos ricos empresários. Com isso o Governo Federal cortou os incentivos aos seringalistas e os empréstimos financiados pelo Banco de Créditos a Amazônia, foram suspensos. Para os seringalistas, só existia uma solução: vender seus seringais para os agropecuaristas do eixo centro-sul. As terras compradas foram transformadas em fazendas de gado. Essa postura adotada pelo Governo Federal significava uma interpretação de economia que discriminava o extrativismo por considerá-lo um atraso. Porém a história nos mostra que foi um erro, haja vista, que os problemas ambientais causados por atividades predatórias, causaram sérios problemas econômicos e sociais, exemplo claro, foi a expulsão dos seringueiros para a cidade, ocasionando um grande inchaço urbano. o processo de anexação do acre ao Brasil A quem pertenceria o Acre Todos os movimentos armados ou diplomáticos pela posse do Acre, findando com o Tratado de Petrópolis, assinado entre Brasil e Bolívia, foram motivados pela riqueza de borracha existente na floresta amazônica e acreana, que servia de matéria-prima nas indústrias dos Estados Unidos e Inglaterra. A riqueza em borracha no Acre, despertou grandes interesses pela região. A Bolívia que considerava o Acre como terras não descobertas, resolveu exigir o reconhecimento como de sua propriedade. A Bolívia e a exigência do reconhecimento do Acre como terra boliviana O Acre aparecia nos mapas boliviano como terras não descobertas, quer dizer, não exploradas pelo governo boliviano, que se ocupava em explorar suas ricas minas de prata, sua atividade econômica de exportação. A decisão da Bolívia em ocupar o Acre, aconteceu na Segunda metade do século XIX. Alguns fatores fizeram com que a Bolívia não ocupasse o Acre antes dos seringueiros brasileiros: a) A Bolívia mantinha como principal atividade econômica a exportação de ouro e prata, onde suas minas na região de Potosi lhe rendiam um bom lucro; b) Os trabalhadores da Bolívia estavam quase todos envolvidos nos trabalhos da minas e quase não sobravam homens que se deslocassem para a região do Acre; c) A migração dos bolivianos para a região acreana foi muito reduzida. O Bolivian Sydincate Com medo de perder a região acreana para o Brasil, a Bolívia após enviar uma grande expedição, visando averiguar uma situação, a Bolívia, através de seu presidente José Manuel Pando, tem a idéia de tentar alugar, ou seja, arrendar o Acre aos Estados Unidos. A idéia de arrendar o Acre foi proposta pelo presidente boliviano José Manuel Pando, onde propunha aos Estados Unidos que: a) O Bolivian Syndicate tinha o direito de explorar todas as riquezas existentes no Acre, por um período de 30 anos; b) O Bolivian Syndicate tinha que expulsar todos os brasileiros na região; c) A Bolívia dava direito ao Bolivian Syndicate por um período de 30 anos arrecadar qualquer tipo de imposto no Acre. Visando evitar uma guerra diplomática com o Brasil, Os Estados Unidos desfez o acordo com o governo brasileiro. O Tratado de Petrópolis Em 17 de novembro de 1903, na cidade de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, foi assinado entre o Barão de Rio Branco e Assis Brasil (Ministros Brasileiros), Fernando Guachala e Cláudio Pinilha (Ministros Bolivianos) o Tratado de Petrópolis, que tratava entre governos brasileiro e boliviano a compra das terras acreanas. Esse tratado resolvia as seguintes questões: a) Tornava o Acre brasileiro e traçava os limites definitivos entre Brasil e Bolívia; b) O Brasil obrigava-se a construir uma estrada de ferro (Madeira Mamoré) desde o Porto de Santo Antonio, no Rio Madeira, indo até Guajará Mirim; c) A Bolívia teria liberdade de transitar pela estrada de ferro Madeira Mamoré e pelos rios acreanos.

8 comentários:

Anônimo disse...

Adorei o blog.Alias, concerteza irá me ajudar a sair bem melhor no concurso que irei fazer nesse mês.
abç.
dan

Anônimo disse...

nao gostei muito

Eduardo Carneiro & Egina Carli disse...

http://eduardoeginacarli.blogspot.com.br/2012/07/geografia-do-acre-resumo-para-concurso.html

tente esse:

Anônimo disse...

Ei muito dificil achar na net informaçoes geograficas do Acre. Amei as informaçoes muito util. valeu um abração

String Czs II disse...

Acho que vi, uma município ai citado com nome de Campina. Campina ? Não lembro deste. Acho que seria Rodrigues Alves

String Czs II disse...

Acho que me reparei neste texto, uma tal citação de uma municipio chamado Campinas. Campinas ? Não seria Rodrigues Alves

Fernando Marcelino disse...

Esse link ae tá quebrado!

Fernando Marcelino disse...

Esse link ae quebrou uai!